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A ressurreição de Cristo e a mudança do dia de sábado

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Uma pergunta que ocorre regularmente, especialmente entre os jovens, é por que adoramos no primeiro dia da semana, quando a igreja do Antigo Testamento adorou no último dia da semana.

Entre as provas para essa mudança está o fato importantíssimo da ressurreição de Cristo, ocorrida no primeiro dia da semana. Cristo levou o dia do sábado para o túmulo com Ele e, na manhã da ressurreição, Ele ressuscitou e deu à Igreja esse novo dia para a observância e as bênçãos dela. Esta é a posição de nossas igrejas e de nossas confissões – especialmente elaborada na Confissão de Westminster.

O próprio Cristo fez o primeiro dia da semana “o Dia do Senhor” (Ap 1.10). Foi nesse dia que ele mostrou mais evidências de seu senhorio do que em qualquer outro dia ao vencer a morte, o inferno e a sepultura. Ele se encontrou com Seus discípulos naquele mesmo dia, duas vezes, tanto de manhã como à noite, e no sucessivo Dia do Senhor depois novamente à noite.

A ressurreição reúne a igreja

O Novo Testamento deixa claro que a igreja tem tempos regulares de reunião e adoração. Hebreus 10.25 ordena: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns…” A pergunta “Quando a igreja se reuniu?” tem uma resposta no exemplo de 1 Coríntios 16: 1ss. Paulo, escrevendo para esta igreja na Grécia, diz: “Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. (em outras palavras, isso não é algo peculiar a Corinto): No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for

Mais especialmente, observe outra passagem: Atos 20.16. Aqui Paulo está apressado a caminho de Jerusalém, e seu caminho inclui o ponto de Trôade.

Lemos em Atos 20. 6-7: “Depois dos dias dos pães asmos, navegamos de Filipos e, em cinco dias, fomos ter com eles naquele porto, onde passamos uma semana. No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite.

Claramente, ele ficou neste dia porque era o dia em que os santos estavam reunidos. Quando esse dia acabou, embora ele tivesse pregado até meia-noite, ele se foi.

Alguns levantaram a dificuldade de que Paulo parece menosprezar o favorecimento de um dia em detrimento do outro (Rm 14. 5; Gl 4. 9-11; Cl 2. 16-17). No entanto, Paulo está falando das festas cerimoniais, como a lua nova, o dia da expiação, etc. Claramente, Paulo não pode se contradizer dizendo o que ele faz em relação ao Dia do Senhor nos textos acima mencionados (1 Co 16. 1; Hb 10.25). Além disso, de acordo com o restante do Novo Testamento (Mt 5: 17-20; Tg 2. 8-12), Paulo sempre mantinha um alto respeito pela lei moral dos Dez Mandamentos, que ele chamava de “santo, e justo, e bom” (Rm 7.12).

Quão significativamente bonito é ver a igreja de Cristo adorando no dia em que o Senhor conquistou o pecado e a sepultura. A ressurreição é o aniversário da igreja, no sentido de que nela Cristo Cristo ressuscitou como o novo Adão, com sua recém-redimida noiva, adorando juntos em um novo dia – Seu dia.

A ressurreição muda a forma como ordenamos nossa vida

Em Êxodo 20, o quarto mandamento menciona o padrão da criação. Em Deuteronômio 5, o quarto mandamento menciona o padrão de redenção, o êxodo. A redenção do Egito mudou a maneira como as pessoas viam o dia de sábado. Da mesma forma, a redenção do pecado e da morte na morte e ressurreição de Cristo muda a maneira como o crente vive sua vida. A redenção de Cristo o leva a descansar, e ele pode descansar com Cristo em Sua obra consumada; então, daquele descanso e da adoração ao Deus trino, ele trabalha. O cristão não trabalha para descansar, mas trabalha por descansar.

Os crentes devem orar para que Deus retorne às nossas terras, guardando Seus dias, para que o evangelho de Cristo seja pregado, crido e observado. Você faz isso dependendo da graça de Deus e do Espírito Santo?


Artigo publicado originalmente na christianstudylibrary.org.

Tradução: Marcel Tavares.

Revisão: Ester Santos.

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